segunda-feira, 14 de setembro de 2009

NO MORE LONELY NIGHTS

(a música que mais me faz lembrar os invernos da minha infância)

Eu não queria dizer nada mas parece mesmo que por este ano já não há mais. O Verão acabou. As noites passaram a ser de recolhimento e confesso que esse sentimento tem, desta vez, outro valor. O instinto cria-me esta satisfação visceral de saber que a cria está no ninho, quente e segura, enquanto lá fora tudo fica cada vez mais escuro, mais sem vida.


Hoje os nossos amigos estão a jantar todos no bairro alto. Seria algo que naturalmente não faltaríamos. Desta vez foi com surpresa que faltámos. Aos poucos apercebemo-nos que a vida mudou por completo. Sentimos falta desses momentos e principalmente da facilidade que era estar com amigos.

E foi a pensar nisto, com uma breve sensação de solidão, a olhar para a porta do quarto do Lucas, que o meu peito se encheu com o quente do verão que já partiu e percebi que nunca mais na vida estarei sozinho.

5 comentários:

Isabel I disse...

Depois fica-se outra vez sózinho. Isabel I

miololindo disse...

Lembro-me da sensação do "nunca mais só" e de como isso me aterrava (gosto muito do "só").
Mas ver um filho a dormir enternece-nos e faz-nos sentir super poderes.
Se agora me dissessem que a minha pipoca não existe, que foi tudo um sonho, acho que morria.

Sação disse...

Mas mesmo depois, quando ficamos sozinhos, já nunca mais estamos sozinhos.

Catarina disse...

às vezes não é fácil a sensação de que a vida mudou, que o tempo e a atenção têm que ser dedicadas, quase em exclusivo, para alguém que depende inteiramente de nós.

Vale a pena? Muito, sempre...
mas ainda assim, às vezes não é fácil.

Vófá disse...

Meu querido, seja qual for o percurso, a tua vida nunca mais será a mesma! Tudo relativiza...